Mesa sete.
Era na Rua H. que você morava. Sempre olhava pela janela do ônibus quando passava por lá para ver se por um caso você estaria atravessando a rua, ou sei lá, apenas na porta de casa.
E tudo agora parece tão distante.
Costumávamos ter uma canção, e hoje em dia não me lembro nem de como ela começava.
Nossa história talvez não tenha saído do papel, minhas histórias e suas histórias, escritas por ambos. Talvez isso que a deixe eterna, tudo o que vivemos estará sempre lá naqueles folhas.
Tivemos tantos momentos, tantas risadas e tantos planos. Hoje apenas consigo rir de tudo.
Não dói mais não te ter, não dói mais te ver. As borboletas foram embora, minhas pernas já conseguem ficar firmes no chão quando te vejo. E isso é tão bom!
Te encontrei esses dias na rua, conversamos por horas, você com um novo amor e eu de coração partido. As mesmas neuras.
Você me contando dos seus novos planos, dos sonhos que você tem, alguns já conhecidos por mim, outros totalmente novos.
No inicio ambos ficamos calados, talvez lembrando de tudo que passou, ou talvez não sabíamos mesmo o que dizer, afinal, quanto tempo se passou?
Nesse dia você me descobriu, soube das minhas palhaçadas, da minha lerdice (RS) e riu, até achou fofo. Mas foi nesse dia que você finalmente conheceu tudo de mim foi o dia que a magia foi embora, que tudo o que um dia passamos virou apenas lembranças que hoje só me fazem sorrir. Nesse dia, você virou um amigo, e o “nós” deixou de existir.
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