Apenas recordando.





Eu com o coração todo desfigurado, andando pela rua deserta, tentando olhar para as árvores já floridas me lembrei daquela paixãozinha de escola.
Da paixão pura que existiu, do garoto que me fazia rir, que se importava.
Lembro da minha sala de aula, praticamente em frente com a dele, e na maioria das vezes tentava dar uma olhadinha para ver se o achava.
E como sempre, ele quem me achou, uma esbarrada no corredor para dizer que queria tudo comigo.
Lembro do colar que ganhei, rosa e com o formato de uma prancha, o dele era preto. Ele dizia que o colar era uma forma de nos mantermos unidos, era a nossa aliança.
Ele me protegia, era paciente com os meus medos.
Ele não sabia, mas os amigos dele me contavam que no final do caderno dele existiam vários W + L em um coração.
Ele quis virar professor porque era meu sonho ser professora, começou a ouvir minhas músicas. Sempre para me agradar.
Eu amava o jeito que ele dizia que eu era a namorada dele, que eu pertencia a ele.
O que aconteceu depois? Férias.
Toda paixão de escola dura apenas até as férias.
Dezembro chegou e ele se foi. Acabou a magia, acabaram os interesses.
Voltei para minha caminhada na rua deserta, e me bateu uma saudade, uma vontade de saber dele, como estava. Ouvi por ai que ele tem um bebe que construiu uma linda família. Fiquei feliz. Mas só, anos e nunca mais ouvi mais nada.
Isso me levou a minha situação atual.
Nós vivemos coisas mágicas, coisas lindas durante nossas vidas, algumas serão para sempre, outras não.
Eu estava com essa mania boba de querer algo para sempre, de achar que tudo de lindo que vivi , não teria mais. Que tudo foi único. E foi. Mas, para que se prender a isso se depois passa? Essa minha antiga paixãozinha nem deve mais se lembrar de mim, eu lembrei por um acaso, na época lembro que foi o fim do mundo. Como agora, que acho que perde-lo será o meu fim do mundo.
Então que isso sirva para me mostrar que passa, que eu não preciso banir minhas lindas memórias, não preciso mais ficar com medo do fim, por que isso é inevitável. Acabar ou não. Se acabar, irei sorrir porque tive mais uma história linda, se não, ótimo continuarei com a tal história. Sem medos, é isso o que eu quero.
A vida é curta para ficarmos presas a culpa, a sofrimento por algo que não deu certo.
Então , vamos viver sem culpa e sem passado, porque afinal, nosso presente será maior que o nosso passado.
E viver sabendo que ainda terei mais alguns “Fins do Mundo”.

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